“AS MARCAS DA HISTÓRIA FAMILIAR.”

“Levando em consideração as Leis que regem a Vida, de Bert Hellinger: pertencimento, hierarquia compensação de ganhos e danos e assentimento a tudo como é, podemos falar do Amor que Cura e do Amor que Adoece..

Vida, mãe e dinheiro são coisas equivalentes já que são energias de agradecimento e criatividade que permitem a manutenção da vida.

Quando a criança é inserida no Sistema Familiar os pais têm a função de cuidar e orientar. Estão a serviço desse novo ser e esse, a Serviço de seu Sistema e de sua espécie. Qualquer problema que esteja acontecendo com os pais desde a gestação, nascimento e durante as fases de desenvolvimento, altera significativamente a saúde seja a física ou a emocional, podendo aparecer:

– rápido (traumas físicos como acidentes, fraturas e dores agudas, alergias até doenças que levam à morte como câncer);

– ou mais tardiamente (doenças que aparecem na idade adulta), o que ocasiona certa dificuldade em resolver.

Ao sermos atingidos pela informação que nos causa emoção há alteração nas reações químicas do corpo, promovendo atitude de luta ou fuga com a produção e liberação de adrenalina e noradrenalina. Não assumir um conflito é dizer não à vida como é; é rejeitar a mãe já que esta nos deu a vida e isso se manifesta na saúde física. Em doenças graves veremos pelo menos 3 gerações sem tomar a mãe.

Aqui podemos considerar as dores também. Já atendi, nas sessões de RPG, crianças de 8 anos com enxaquecas. As dores estão atingindo as pessoas muito precocemente. A razão disso além da sobrecarga de atividades é que a criança nasce identificada com seus antepassados excluídos, então por fidelidade ao Sistema Familiar ocupa esse lugar:

– excluído: sofrendo por ele – “Sigo você” “Sofro como você”;

– excluidor: “Pago por você” “Sofro em seu lugar”;

– aos pais: “Sou maior” “Carrego por você” “Eu dou conta” “Resolvo por você”;

– morto: “Morro por você” “Morro para que você viva”

O Corpo é o reflexo da alma, então o sofrimento do corpo reflete a dor da alma. Todos os conflitos sofridos podem ser encontrados no corpo, segundo Grojean e Benini, precursores da Microfisioterapia. Estudando o desenvolvimento dos tecidos embrionários descobriram que uma vez sofrido, o conflito atinge um tecido muscular, um tecido nervoso e um tecido visceral ao mesmo tempo e se mostra através de restrições teciduais. Cada restrição reflete uma emoção ou problema. Exemplo: numa sessão encontrei um bloqueio na via , aos 17 anos, impedimento manual o que reportou a cliente á uma frustração por não ter dado continuidade á carreira de escritora. Então encontrando os tecidos e regiões do corpo, é possível desbloquear e ajudar a pessoa na resolução dos conflitos. .

Os conflitos se instalam quando não conseguimos lidar bem com uma situação. Para Hammer, da Nova Medicina Germânica essa “instalação” tem 3 fases: conflito programante, conflito(s) acumulado(s) e conflito desencadeante (depois desse é que desenvolvemos a dor em si).

Continua

Fonte: Ciomara Novo – Fisioterapeuta e Consteladora.