Podemos encontrar diversas matérias e/ou artigos no site do CNJ – Conselho Nacional de Justiça: www.cnj.jus.br acerca das “Constelações” no Judiciário e nos próprios escritórios de advocacia, e podemos constatar que a aplicação da técnica “Constelações Familiares” no Direito somente vêm a somar como uma ferramenta à disposição das partes e que ao mesmo tempo, busca humanizar as práticas de conciliação no Judiciário.

No referido site no CNJ1, podemos encontrar a seguinte explicação: “A intenção da utilização da técnica criada pelo psicólogo alemão Bert Hellinger no Judiciário é buscar esclarecer para as partes o que há por trás do conflito que gerou o processo judicial.

Os conflitos levados para uma sessão de constelação, em geral, versam sobre questões de origem familiar, como violência doméstica, endividamento, guarda de filhos, divórcios litigiosos, inventário, adoção e abandono. Um terapeuta especializado comanda a sessão de constelação. Na capital federal, a técnica vem sendo aplicada dias antes das tentativas de acordo em seis unidades do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), como no Centro de Conciliação e Solução de Conflitos (Cejusc) Superendividados”.

Portanto, o advogado sistêmico não é terapeuta, ele não faz terapia em seu escritório, considerando que não é a sua vocação e nem sua formação, mas este profissional pode capacitar-se, fazer cursos e especializações no intuito de adquirir novas técnicas que possam auxiliar no seu dia-a-dia no escritório que irão contribuir tanto para o seu aprimoramento profissional quanto para o atendimento das necessidades do cliente.

Outra questão também que devemos levar em consideração, é que a advocacia sistêmica vem depois da tradicional ou litigiosa, portanto, deve honrar e respeitar a que veio primeiro, e cada profissional poderá sentir onde possui mais afinidade na consecução de seu trabalho. Muitos não sentirão que possuem força em tentativas de conciliação e promoção de consciência dos clientes quanto às suas responsabilidades nos conflitos e outros que há muito tempo estavam desanimados e até abandonando suas carreiras, diante das inúmeras dificuldades que a advocacia apresenta, estão neste momento, verificando que neste modo de atuação, com novas técnicas, podem retornar às suas profissões e de forma mais humanizada, respeitando a essência de cada um.

O próprio CNJ foi responsável pela criação da Resolução nº. 125/2010, que estabelece um tratamento adequado para a resolução de conflitos de forma não litigiosa, e no ano de 2015 em que tivemos a aprovação do Novo Código de Processo Civil que incluiu a solução consensual de conflitos, também ocorreu da Lei de Mediação – Lei Federal nº. 13.140/15, portanto, a técnica das Constelações Familiares, do Coaching Sistêmico, da PNL e outras, estão todas em consonância com essas novas legislações e não significam que o profissional do Direito estará fazendo “terapia”, mas tão somente, que está adquirindo novos conhecimentos que permitem um novo olhar para os conflitos e a busca de solução dos mesmos de forma não litigiosa, e com isso, estão atuando em busca da pacificação social, que é papel do advogado e a busca pela Justiça.

Gratidão!

Fonte: Rafaela Caudeu – Advogada Sistêmica, inscrita na OAB/SP 225.058.

Presidente da Comissão de Direito Sistêmico da 30ª Subseção de São Carlos.