“Nossa abundância está ligada à nossa capacidade de amor e agradecimento incondicional aos pais e ancestrais.”

“Abundância e prosperidade passam pelo assentimento à vida e ao Sistema Familiar como foi e é, respeitando a hierarquia natural, principalmente o agradecimento à vida, à mãe e às mulheres do sistema. É um reflexo de nossa capacidade para dizer: “Sou igual a você” e “Obrigado(a) por ser como você é”.

Vida, mãe e dinheiro são coisas equivalentes já que são energias de agradecimento e criatividade que permitem a manutenção da vida.

A vida fluirá, trará abundância e dinheiro da mesma proporção que tratamos nossa mãe. O dinheiro que vem do trabalho é o que tem mais força porque nos da a oportunidade de criar algo novo, de manter a vida e auxiliar pessoas; vem de algo que construímos. Por isso tem mais força do que o dinheiro recebido para o qual, muitas vezes, não tem esforço nenhum, nem valorização e agradecimento. Também está a serviço da sobrevivência. Dinheiro é uma energia que necessita de movimento, servir a algo e ser enriquecido conforme passe de geração a geração. Tudo que fica acumulado perde força.

Abundância passa também pelo equilíbrio entre o dar e receber. Tomar pai, mãe, excluídos e rechaçados, perpetradores e depreciados, difíceis e agradecer-lhes, nos faz assentir e tomar a tudo como é, entrando no movimento de compensação de ganhos e danos que é o grande mobilizador da vida. As gerações da frente estão a serviço da vida e da compensação de seu Sistema; e a geração anterior está a serviço da vida e da geração da frente no sentido de cuidar, orientar e autorizar seguir seu destino.

No Sistema de compensação, a serviço da manutenção da vida, quando sofro um dano, este tem que ser devolvido e um pouco menos; e quando tenho um ganho tem que ser devolvido, pela gratidão ao recebido, um pouco mais. Isso mobiliza a vida. Aos pais não é possível devolver um pouco mais, a vida que nos deram. Então a melhor coisa que fazemos é devolver com vida aos que estão ao nosso redor, criando família, trabalho enfim, ajudando de uma forma ou outra melhorar a vida e viver melhor.

Isso nos traz paz. Se tomamos um pouco a mãe, não estamos aptos a dar ao próximo, portanto a resposta do universo é mesquinha também. “Quem reclama perde tudo”; é um NÃO a tudo e todos. Quem se queixa está dizendo que não assume sua parte da responsabilidade pelas condições que se encontra seu Sistema e nem pela melhora com que pode ajudar. Quando tomamos a todos e assumimos nossa parte de responsabilidade pelo sistema renunciamos às lealdades ideológicas, religiosas, morais e sociais que permite a divisão entre bons e ruins.

Quando tomamos a tudo como é temos a possibilidade de “Permitir-se ser como sou” e “Te permito ser como é”.

Assim vamos aprendendo a equilibrar o dar e receber: dar um pouco mais do que o recebido; e dar à medida que o outro pode receber; e ainda reconhecer-se como o causador do dano (“Sou igual a você”), devolvendo um pouco menos sem cair na vingança.

Só dar o que tenho; o que o outro pode receber e proporcional ao que o outro pode devolver; valorizar o que recebo sabendo que é diferente do que dei ou espero; e agradecer dando um pouco mais, vai, no tempo, dando equilíbrio nas relações.

Heranças: Se a abundância flui por tomar a mãe, uma herança só é movida com a honra às mulheres. Se a herança vem de uma mulher, esta tem que ser honrada. Caso venha de um homem, as mulheres do Sistema deste têm que ser honradas, já que a herança se acumula pelo respeito que a mulher tem a seu marido. Só quem está em seu lugar de filho, receberá sua parte. Os filhos excluídos têm que ser reincluídos para que a herança flua. Tem que casos em que um recebe mais que os outros porque está identificado com um excluído, então recebe por este.

Casal: para que as economias de um casal caminhem bem, a mulher tem que honrar e agradecer a economia do marido, mesmo que esta seja mais modesta que a dela. O homem administra a economia da família e a mulher administra o dinheiro que “cuida dos filhos”. Se os papéis se invertem a mulher fica na função de mãe do marido.

A família atual tem preferência sobre a de origem. Quando assumimos um novo relacionamento que da origem a uma nova família, este tem que ter prioridade sobre a família de origem, já que estamos a serviço da vida e da continuidade do nosso Sistema Familiar.

Uma criança é totalmente fiel ao seu Sistema. Dá a seus pais tudo o que é, desde a concepção, para assegurar seu pertencimento, por amor. Quando cresce e seu desenvolvimento lhe impulsiona para a vida, se vê tendo que renunciar a algumas promessas, muitas vezes, sentindo-se culpado(a). O que, em geral, o(a) faz abandonar suas novas compreensões da vida, para voltar a ser o(a) “bom(boa) filho(a) submisso(a) e dependente”. Isso, muitas vezes, é tão forte, que, mesmo criando condições, vão acontecendo situações que o(a) faz perder coisas (emprego, dinheiro, bens) e voltar para perto dos pais. O preço da autonomia é a solidão e a culpa por não ser fiel o(a) impede de estar presente na vida, assumindo o papel de adulto para cuidar da própria vida e da família que montou.

A solução é olhar, reconhecer que estamos em determinada situação e que somos iguais aos anteriores, com amor. Valorizar ao que vamos renunciar e assumir o sentimento de culpa. Assim este sentimento se transforma em força e coerência. Desistir de algumas crenças limitantes, reconhecendo que estas foram necessárias e cumpriram seu papel. Assentir a tudo como é. Escolher a vida.

Muitas técnicas terapêuticas se propõem trabalhar com essas questões. A CONSTELAÇÃO FAMILIAR SISTÊMICA é uma forma eficiente de olhar para nosso Sistema e dar uma ordem interna aos desequilíbrios e emaranhamentos, podendo assim levar à uma ordem para que a vida, prosperidade e abundância fluam.

Gratidão!

Fonte: Ciomara Novo – Fisioterapeuta e Consteladora.